Retrofit ou reforma: qual a diferença?
Reforma troca o que se vê; retrofit refaz o apartamento por dentro. Entenda a diferença e por que ela importa em prédios de 60 anos.

Muita gente usa as duas palavras como sinônimos, mas elas descrevem obras bem diferentes — com custos, prazos e resultados diferentes.
Reforma: atualizar o que se vê
Uma reforma típica troca piso, pinta paredes, substitui louças e talvez a bancada da cozinha. É uma obra de acabamento. O apartamento fica com cara de novo, mas a fiação de 1965 continua lá, escondida atrás do porcelanato.
Retrofit: refazer por dentro, preservar por fora
No retrofit, o ponto de partida é o que não aparece:
- Elétrica: quadro novo, disjuntores, DR, fiação dimensionada para os aparelhos de hoje.
- Hidráulica: tubulação de água e esgoto substituída, registros novos.
- Gás: rede refeita e testada.
- Impermeabilização: áreas molhadas tratadas e testadas antes de revestir.
Só depois vêm os acabamentos — e, sempre que possível, preservando o que o apartamento tem de bom: taco de madeira, esquadrias, cobogós.
Por que isso importa em Brasília
Boa parte dos prédios das superquadras tem entre 50 e 65 anos. As plantas são excelentes; as instalações, não. Um retrofit bem feito resolve de uma vez os problemas que uma reforma apenas adia.
Comprar um apê reformado sem saber o que foi feito por trás das paredes é como comprar um carro usado só pela pintura.
Como saber o que foi feito
Peça a lista de serviços, os projetos e a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) dos profissionais envolvidos. Em todos os nossos apartamentos, esses documentos fazem parte do manual entregue com a chave.